Então,
estava eu, ali, tramando...
Tramando mais uma vez a (outra) fuga!
Entrei em choque...pensei, pra que?
não soube responder...
De repente lembrei todos os planos de fuga que planejara desde criança.
Comecei ainda pequena,
tramando simples fugas, de como não falar com aquelas crianças,
estranhas, descontroladas...elas eram felizes, inocentes...INFANTIS!
Eu,
eu criava um mundo particular, onde ninguém, nenhuma criança podia entrar,
era o MEU mundo, era a MINHA fuga!
Fui crescendo, comecei a fugir de tudo. Conselhos, abraços ( eu gostava de gente, mas não me tocando), beijos, conversas pessoais. Até mesmo das minhas habilidades eu fugia.
AH! eu gostava de fugir...
O sentimento mais egoista.
Comecei então a fugir daqueles que diziam me amar...
Prestei atenção, a fuga,
Quando eu menos esperava, já estava eu, num canto, com mil idéias infalíveis.
Embora o pânico e o medo, aquela busca se tornara uma aventura, um prazer, e eu planejava tudo sem perceber...
Eu, que sempre adorei histórias de mocinhos rebeldes em fuga...comecei a notar, naquela tarde tão sem graça, que a fuga, é como um amante , e eu, louca por aventuras, gostava do romantismo que ele me proporcionava a cada minuto, permitindo a mais trágica sedução.
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Hoje eu vou fugir de casa
ResponderExcluirVou levar a mala cheia de ilusão
Vou deixar alguma coisa velha
Esparramada toda pelo chão
Vou correr num automóvel
Enorme, forte, a sorte, a morte a esperar
Vultos altos e baixos
Que me assustavam só em olhar
Pra onde eu vou, ah
Pra onde eu vou, venha também